sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Economia e Aborto (A ERA DA SOBREVIVÊNCIA)

No dia 27 de Setembro de 2005 o governo do presidente Lula apresentou um projeto extinguindo todos os artigos do código penal brasileiro que definem o crime de aborto. A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados rejeitaram no dia 10 de setembro de 2007 a proposta do projeto que legaliza a prática do aborto.
Existe uma grande rejeição por parte da população brasileira quanto à aprovação da prática do aborto, principalmente por questões éticas e religiosas. Segundo Dr. Drauzio Varella em entrevista realizada na Folha Online no dia 23/03/2005 até o terceiro mês de gravidez o feto não tem atividade cerebral onde poderia ser o tempo “ideal” para a prática do aborto. Mas a maioria da população não consegue enxergar a necessidade da aprovação do projeto. Atualmente, o Brasil tem aproximadamente 200 mil abortos por ano, e são tratados nas mãos de marginais, gerando complicações na saúde das mulheres.
Em questões econômicas e de sobrevivência, nosso planeta tem mais de 6,4 bilhões de habitantes, segundo estudos da ONU, em 2050 teremos mais de 9 bilhões de habitantes. Existem vários métodos anticoncepcionais para evitar a gravidez, mas infelizmente é questão cultural, campanhas mundiais e educação. Nossos lideres não se interessam em um mundo culto e educado, por questões políticas e principalmente divisão de riquezas. Imagine um mundo com 9 bilhões de habitantes,guerras inacabáveis por água, petróleo, alimentos, aumento de criminalidade, entre outros.
Segundo Steven Levitt e John Donahue em seu livro Freakonomics (Best-seller nos USA), a legalização do aborto é um dos principais fatores para diminuição de criminalidade e pobreza nos EUA, onde existem aproximadamente 2 milhões de abortos por ano, consequentemente melhorando também outros aspectos econômicos.
Não sou a favor da legalização do aborto, é uma medida drástica que afetam nossos costumes e éticas, mas e necessária para a sobrevivência de nossa espécie, para que tenhamos uma próxima geração, pensando principalmente em um futuro sustentável e com paz.